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Como alimentar seu cão: porções, horários e alimentos seguros

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7 min de leitura Atualizado em

Da PawPedia, uma enciclopédia da vida com animais

Índice

Em resumo

Dê ao seu cão um alimento completo feito para a fase de vida dele, meça as porções e mantenha uma rotina constante, geralmente duas refeições por dia para adultos. Verifique a forma do corpo dele a cada poucas semanas e mantenha os petiscos abaixo de 10 por cento das calorias diárias. Ligue imediatamente para um veterinário se o seu cão comer uvas, chocolate, cebola ou xilitol.

Em resumo
Um cão caramelo e branco, deitado no chão da cozinha, observa uma mão que segura um medidor cheio de ração sobre uma tigela de metal.
Um cão esperando enquanto a ração é servida na tigela dele
O que dar de comerUma ração comercial feita para ser toda a dieta
QuantidadeA tabela de alimentação da embalagem é só um ponto de partida; as necessidades variam com a idade e o nível de atividade
MediçãoPese a ração em uma balança de cozinha, se puder; em um estudo, os copos medidores erraram em até 80%
Peso saudávelEscore de condição corporal de 4 ou 5 em 9; costelas fáceis de sentir sob uma fina camada de gordura
Com que frequênciaUma ou duas vezes por dia para a maioria dos cães adultos; para a maioria, duas refeições medidas em horários fixos funcionam bem
FilhotesGeralmente quatro refeições por dia de 6 a 12 semanas, três de 3 a 6 meses e duas de 6 a 12 meses
PetiscosMenos de 10% das calorias diárias do seu cão
Troca de alimentaçãoMisture a nova ração à antiga e aumente a proporção dela ao longo de cerca de uma semana
EviteAlimentos tóxicos como uvas, chocolate, xilitol e cebola
Cães muito magrosPorções pequenas no início, aumentadas gradualmente ao longo de vários dias, conforme um plano definido pelo seu veterinário
Procure um veterinário seSeu cão come algo tóxico (mesmo que pareça estar bem), tem ânsia de vômito sem pôr nada para fora, está com a barriga inchada ou vomita repetidamente

Uma boa alimentação se apoia em três hábitos: escolher uma ração completa, dar a quantidade certa e manter uma rotina estável. Este guia trata de cada um deles, de quais alimentos da cozinha podem ser compartilhados com segurança e de como alimentar um cão resgatado magro ou um cão recém-adotado.

Comece com uma ração completa

Os cães precisam de proteína, gordura, carboidratos, vitaminas, minerais e água no equilíbrio certo. A forma mais simples de cobrir tudo isso é uma ração comercial feita para ser toda a dieta. Na União Europeia, o rótulo deve informar se o alimento é completo, ou seja, se cobre toda a alimentação diária, ou complementar, como muitos petiscos e coberturas, que só funcionam junto com outro alimento. Nos Estados Unidos, procure uma declaração de que o alimento atende aos perfis nutricionais da AAFCO. Escolha uma ração feita para a fase da vida do seu cão. Se você está escolhendo entre ração úmida e seca, veja os benefícios da ração enlatada para cães.

Dietas caseiras podem funcionar, mas são difíceis de balancear. Quando pesquisadores analisaram 200 receitas publicadas para cães, apenas 9 atendiam às necessidades nutricionais básicas. Se você quiser cozinhar para o seu cão, pergunte ao seu veterinário sobre uma receita elaborada por um nutricionista veterinário. Os nutricionistas veterinários desaconselham dietas caseiras para filhotes, porque um pequeno erro pode prejudicar um organismo em crescimento.

Com uma ração completa, suplementos extras geralmente não são necessários, e alguns podem fazer mal. O excesso de cálcio pode prejudicar os ossos em desenvolvimento de filhotes de raças grandes. O excesso de vitamina A ou de vitamina D também pode causar doenças graves. Consulte o seu veterinário antes de acrescentar qualquer produto com vitaminas, minerais ou cálcio.

Várias organizações veterinárias e de saúde pública desaconselham dietas de carne crua, e há poucas evidências dos benefícios para a saúde frequentemente atribuídos a elas. Alimentos crus para animais podem conter bactérias como Salmonella e Listeria. Os cães podem eliminar essas bactérias nas fezes, e as pessoas podem se contaminar ao manusear o alimento. O risco é maior para crianças, idosos e qualquer pessoa com o sistema imunológico enfraquecido. Se você manusear alimentos crus, lave depois as mãos, as tigelas e as superfícies da cozinha.

Quanta comida dar

A tabela de alimentação da embalagem é só um ponto de partida. Cães do mesmo peso podem precisar de quantidades muito diferentes, dependendo da idade, do nível de atividade, da genética e de serem ou não castrados. Quando um nutricionista veterinário comparou as instruções de alimentação de oito rações secas para cães com as necessidades calóricas padrão, apenas duas correspondiam para cães de todos os portes.

Pese a ração em uma balança de cozinha, se puder. Em um estudo, as pessoas que mediam a ração seca com copos medidores erraram em até 80%. Pequenos erros diários se acumulam ao longo dos meses.

Depois, verifique a forma do corpo do seu cão a cada poucas semanas. Os veterinários usam um escore de condição corporal de 1 a 9, em que 4 ou 5 é o ideal. No peso saudável, dá para sentir as costelas facilmente sob uma fina camada de gordura. Visto de cima, o cão tem uma cintura atrás das costelas e, visto de lado, a barriga se recolhe atrás do peito. Se for difícil sentir as costelas, reduza um pouco as porções. Se as costelas, a coluna e os ossos do quadril estiverem salientes, o seu cão pode precisar de mais comida e de uma consulta veterinária.

Petiscos e extras da mesa também contam. Os veterinários recomendam que eles fiquem abaixo de 10% das calorias diárias do seu cão.

Com que frequência dar comida

A maioria dos cães adultos recebe comida uma ou duas vezes por dia. Para a maioria, duas refeições medidas em horários fixos funcionam bem e ajudam a evitar o ganho de peso. Deixar uma tigela cheia disponível o dia todo facilita comer demais, e muitos cães ganham peso dessa forma. Horários fixos de refeição também mostram rapidamente quando o apetite muda.

Os filhotes precisam de refeições menores e mais frequentes. Um esquema comum é de quatro refeições por dia de 6 a 12 semanas de idade, três refeições de 3 a 6 meses e duas refeições de 6 a 12 meses. Filhotes de raças miniatura (toy) podem ter hipoglicemia (queda de açúcar no sangue) e podem precisar de refeições mais frequentes. Raças grandes e gigantes podem levar quase dois anos para atingir a maturidade. Para filhotes que devem pesar mais de cerca de 23 kg (50 lb) quando adultos, uma ração formulada para o crescimento de raças grandes mantém o cálcio e as calorias em níveis mais seguros. Pergunte ao seu veterinário quando passar o seu filhote para a ração de adulto. Sobre vacinas, troca de dentes e o restante do primeiro ano, veja o primeiro ano do seu filhote, mês a mês.

Cães grandes e de peito profundo têm maior risco de torção gástrica, uma condição potencialmente fatal em que o estômago se enche de gás e pode girar. Uma única refeição grande por dia aumenta o risco, por isso os veterinários recomendam, em vez disso, duas ou três refeições menores. Mantenha água fresca e limpa disponível o tempo todo.

Ao trocar de ração, vá devagar. Misture uma pequena quantidade da nova ração à antiga e aumente a proporção da nova ao longo de cerca de uma semana. Se as fezes ficarem um pouco moles, mas o seu cão estiver se comportando normalmente, mantenha a mesma mistura por mais um ou dois dias.

Alimentos humanos que podem ser compartilhados com segurança

Alguns alimentos da cozinha são bons petiscos quando servidos puros, sem sal, especiarias, molhos, manteiga ou óleo. Na primeira vez, ofereça uma pequena quantidade e observe se há algum mal-estar no estômago.

  • Cenoura, pepino, aipo ou abobrinha, cortados em pedaços adequados ao porte do seu cão
  • Fatias de maçã, sem o miolo, as sementes e o cabinho
  • Frango, peru ou carne bovina magra, cozidos e sem tempero, sem ossos, pele ou aparas de gordura
  • Ovo cozido sem tempero
  • Peixe cozido sem tempero, com todas as espinhas retiradas
  • Um punhado da ração habitual do seu cão, guardado em uma bolsinha de petiscos ou em um comedouro interativo

Cozinhe ovos e peixe antes de compartilhá-los. A clara de ovo crua contém uma proteína que bloqueia a biotina, uma vitamina do complexo B, e ovos crus podem conter Salmonella. Alguns peixes crus contêm uma enzima que destrói a tiamina, outra vitamina do complexo B. É melhor deixar o leite de fora. Os cães têm pouca quantidade da enzima necessária para digerir o açúcar do leite, por isso os laticínios podem causar diarreia.

Alimentos que devem ficar longe do seu cão

Estes alimentos podem deixar os cães gravemente doentes. Com alguns deles, até uma pequena quantidade é suficiente.

  • Uvas e uvas-passas, inclusive bolos e pães feitos com elas, que podem danificar os rins
  • Cebola, alho e cebolinha, que podem danificar os glóbulos vermelhos
  • Chocolate, café e outras fontes de cafeína
  • Xilitol, um adoçante presente em chicletes e balas sem açúcar, em algumas pastas de amendoim e de outras oleaginosas e em alguns produtos de panificação e confeitaria
  • Nozes-macadâmia
  • Álcool e massa crua com fermento
  • Ossos, cozidos ou crus, que podem quebrar dentes, ferir a boca ou a garganta ou obstruir o intestino
  • Restos gordurosos e frituras, que podem desencadear pancreatite
  • Salgadinhos

Algumas pessoas colocam alho na comida do cão como um antigo remédio contra vermes. O alho pertence à mesma família da cebola e pode prejudicar os glóbulos vermelhos, por isso os veterinários desaconselham essa prática. O seu veterinário pode recomendar um vermífugo adequado.

Alimentação de um cão magro ou recém-adotado

Cães de rua e abandonados muitas vezes estão magros quando são encontrados. No Paw Squadron, as primeiras paradas depois de cada resgate são o veterinário e o banho, com check-up, vermifugação e tratamento contra pulgas e outros parasitas. Antes da adoção, cada animal também é vacinado e recebe um microchip. Isso é importante para a alimentação, porque vermes e outros problemas de saúde podem manter um cão magro mesmo quando ele come bem.

Para um cão muito magro, o mais seguro é começar com refeições pequenas. Depois de muito tempo sem comida suficiente, uma grande quantidade de uma só vez pode desequilibrar os minerais e os sais do sangue. Isso se chama síndrome de realimentação e pode ser perigoso. Os veterinários costumam começar com porções pequenas para um cão que passou fome e aumentá-las gradualmente ao longo de vários dias, às vezes com exames de sangue durante o processo. O seu veterinário pode definir o plano e ajustá-lo conforme o cão melhora.

Quando o cão estiver estável, busque um ganho de peso constante. Peça ao seu veterinário um peso-alvo e o ritmo para alcançá-lo. Pese o cão a cada uma ou duas semanas e leve os números às consultas.

Um cão recém-adotado também está se acostumando com pessoas novas, sons novos e, muitas vezes, uma comida nova. Nos primeiros dias, mantenha a ração que o cão vinha comendo e, se pretende trocar, misture as rações aos poucos ao longo de cerca de uma semana. Ofereça a comida em um lugar tranquilo, nos mesmos horários todos os dias. Alimente os outros animais em lugares separados, para que nenhum deles sinta necessidade de proteger a tigela. Se o seu novo cão recusar comida por mais de cerca de um dia, ligue para o seu veterinário, e ligue antes se for um filhote ou um cão muito magro.

Quando ligar para o veterinário

Ligue imediatamente para o seu veterinário ou para uma clínica veterinária de emergência se o seu cão comer algo tóxico, como uvas, chocolate, xilitol ou cebola, mesmo que ele pareça estar bem. O xilitol pode causar uma queda perigosa do açúcar no sangue em 10 a 60 minutos, e alguns venenos levam horas para dar sinais. Para conhecer os sinais e a lista completa de perigos domésticos, veja venenos domésticos comuns para cães e gatos.

A torção gástrica é uma emergência. Os sinais incluem ânsia de vômito sem pôr nada para fora, barriga inchada, salivação, expressão ansiosa, ficar de pé e se esticar, respiração ofegante e fraqueza ou colapso. Vá imediatamente ao veterinário mais próximo.

Entre em contato com o seu veterinário também em caso de vômitos repetidos, diarreia líquida, fraqueza ou sinais de dor abdominal. Um cão que fica com a parte da frente abaixada e a traseira levantada depois de uma refeição gordurosa pode estar com dor por causa de pancreatite.

Para mais guias sobre cuidados e saúde dos cães, explore a PawPedia. Se você está pensando em adotar e tem dúvidas sobre as necessidades de um cão, envie uma solicitação de adoção.

Este artigo traz informações gerais, e não orientação veterinária. Consulte sempre um veterinário sobre a saúde do seu animal. Algumas imagens da PawPedia podem ter sido geradas por IA.

Esta página foi atualizada pela última vez em 6 de outubro de 2026.

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